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Os egípcios gostavam de crianças e as tinham sempre por perto. Os filhos dos pastores acompanhavam seus pais ao campo e um grande proprietário quando visitava suas terras também ia acompanhado de toda a família. Os filhos dos artesãos circulavam pelas oficinas tentando ajudar em alguma coisa. Mesmo os soberanos viviam rodeados pelos filhos. O faraó Akhenaton e sua esposa Nefertiti saiam acompanhados pelas filhas. Se permaneciam no palácio — nos conta o egiptólogo Pierre Montet — as princesas ficavam junto deles, não só nas horas de repouso mas também quando se ocupavam de negócios do Estado. Elas trepavam para os joelhos do rei e da rainha não temendo acariciar-lhes o queixo. As mais crescidas participavam na disposição das decorações. Tomados por um acesso de ternura, vemos os felizes pais apertarem os pequenos nos braços e devorarem-nos de beijos. O próprio Ramsés II se orgulhava muito dos seus cento e sessenta e tantos filhos. |
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O anão Seneb e sua esposa, a princesa Sentyotes, mandaram perpetuar em pedra a imagem do seu casal de filhos. |
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