HOME PAGE
ROSTO DE MEN-KA-EF Esta múmia pertence ao Museu Histórico de Richmond, nos Estados Unidos, e sua reconstituição facial foi feita em 2009. Ela foi comprada pela fundadora do museu, Julia Meek Gaar, no Cairo, em 1929. O corpo tinha sido exibido durante 40 anos em uma loja de curiosidades da capital do Egito antes do dono resolver vendê-lo. Na ocasião, funcionários egípcios tentaram impedir sua exportação. Passaram-se meses e foi preciso fazer um apelo ao Presidente Herbert Hoover para se conseguir a liberação. A máscara da múmia foi adquirida separadamente e não retrata suas verdadeiras feições. Ao chegar, em janeiro de 1930, havia uma taxa de 350 dólares a ser paga em função das despesas de transporte.

Em 1974 a múmia foi radiografada. Naquela época os médicos sugeriram que a múmia tinha aproximadamente 1,80 m de altura, que sua idade estaria entre 20 a 50 anos ao morrer, e que seu esqueleto poderia ter sido compactado para se ajustar ao sarcófago. O crânio não foi envolto em bandagens nem preso ao corpo e seu osso maxilar inferior estava faltando. Em 2000 novas radiografias revelaram um osso maxilar perto do ombro e outras desordens entre os ossos. Em 2007 uma pesquisadora descobriu que a múmia é masculina, com idade entre 30 a 35 anos ao falecer, e que deve ter vivido no período da XXII dinastia (c. 945 a 712 a.C.). Em 2009 se detectou que o maxilar estava partido em três pedaços, mas alguns dos dentes ainda estão intactos.

Medidas e fotografias do crânio e do osso maxilar da múmia foram usadas para criar uma réplica que serviu como base sobre a qual foram espalhadas camadas de barro para formar as feições do indivíduo. Pinos foram fixados em pontos determinados permitindo estabelecer corretamente as espessuras da camada de barro na simulação da profundidade da pele, músculos e cartilagens. A parte posterior do crânio parece excessivamente alongada pelos padrões atuais. Uma curiosidade sobre a reconstituição é que foi permitido que o público assistisse o trabalho de Brenda Robertson Stewart, a artista forense que o realizou. A tarefa durou quatro dias e os espectadores podiam fazer perguntas. Como a múmia não tinha nome, foi batizada de Men-ka-ef que significa sua alma é perpétua, Parece um nome perfeito.